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O mundo dá voltas...
Não sei bem o que quero escrever hoje.
Vou tentar começar pelo básico. O sarau de sábado foi excelente, apesar de poucas pessoas terem ido. Mas quem sabe tenha sido bom justamente por isso, pelo clima de descontração e familiaridade. Reunião de amigos. Velhos, novos, pessoas especiais...
Não, na verdade o fim de semana começou antes. Na sexta-feira teve ensaio do Ahimsa, extremamente produtivo e inspirado. O showzinho em Mar del Plata vai ser tudo, acho que vou até chorar (na hora do "leaving home ain't easy..."). No sábado de manhã, a boa notícia: o sarau está começando a virar coisa de gente grande. Evento semanal, responsabilidades, dinheiro...
Mas na verdade, na verdade MESMO, o fim de semana começou ainda durante a semana. Tem aquela música, né? "Nada melhor do que não fazer nada"... Pois é, nada melhor do que uma padaria na Vila Madalena, alguns bons amigos, muitas cervejas, muitas bobagens ditas, quem sabe algumas coisas profundas. Porém leves, que eu não quero mais saber de coisas pesadas...
É engraçado o quanto as coisas mudam na vida de uma pessoa. Logo eu, que era o amargurado, o ressentido, o pessimista, o depressivo... De repente, comecei a enxergar uns raios de luz por entre as nuvens. Agora, o céu está quase todo azul e ensolarado. E espero que a tempestade demore a voltar. Mas também, se vier, que venha logo um vendaval, que eu não sou mais de me assustar com qualquer ventinho... Será que a Érika Martins tinha razão? "Vê como a vida está mais bela, só mudou sua forma de olhar"... Quem sabe, pode ser que as coisas boas tenham estado sempre ao meu alcance. Eu é que não enxergava as oportunidades.
Poxa, nem mesmo as eminentes férias forçadas do PLANO B parecem mais me abalar tanto assim. Já sofri muito com essa idéia, mas hoje estufo o peito e digo: tudo voltará a caminhar. Talvez essa pausa seja até uma coisa positiva e necessária, novos ares, novos projetos e tudo pode voltar renovado daqui a um ano.
Não, o Ensaio Aberto não teve clima de despedida e nem de "aproveite enquanto é tempo". Pelo menos não pra mim. Pra mim foi mais algo do tipo "caralho, é isso o que eu AMO!" Não, não é só uma banda!! E não, não é só música!!! Sei lá, é sangue. Suor, vísceras.
Dizem que eu me transformo quando estou tocando. Acho que não. Acho que, no fundo, eu sou mesmo é daquele jeito. Poucas coisas me movem, me tocam. Mas quando isso acontece, rola paixão, desespero. A diferença com a música é que esse ardor se manifesta de forma física.
Ou talvez isso tudo seja bobagem.
Acho que ando meio sentimental demais... texto
Escrito por John às 12h54
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