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Tonight, tonight...
Éééééééééééééééééééééééé!!!!!!!!!!!!!
É hoje! O PLANO B retorna aos palcos depois de um longo e tenebroso inverno!
Vai ser um retorno bem modesto, é verdade. Afinal, vamos tocar só uma horinha. Mas show é show, as pessoas estão animadas (parece) e é a estréia num novo bar, no qual, se tudo der certo, passaremos a bater cartão todo mês.
O último show da banda havia sido no Black Jack, junto com o Maria Joana, a banda da Juliana e do Junior. Aliás, houve pouquíssimas testemunhas da nossa jam com o Hugo Mariuti, do Shaman, tocando guitarra conosco em "Paranoid"... Ê laiá...
Mas enfim. Amanhã posto mais novidades. O dia hoje vai ser looooooooooooooongo...
Nos vemos à noite! texto
Escrito por John às 09h15
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CAPÍTULO 12: Isso é Coisa do Demo!
Formação estabelecida, repertório montado e banda devidamente batizada... Chegou a vez de aprontar um material pra poder correr atrás dos shows. Foi quando começamos a planejar a gravação da primeira demo do Molpe. Que, aliás, foi a mais tradicional possível, uma fitinha cassete mesmo...
Como sempre acontece nas decisões de uma banda, a parte mais difícil foi escolher o repertório a ser gravado. No fim das contas, incluímos duas músicas com a Sibyle cantando: "You Oughta Know" e "Mother Mother". Isso foi até bastante simples, pois eram duas das músicas que a gente mais gostava de tocar. Agora, o problema era selecionar as músicas dos outros dois vocalistas.
Chegamos à conclusão de que era melhor colocar uma nacional e uma internacional. A brasileira foi "Até Quando Esperar", da Plebe Rude, que o Barba cantava; e a internacional seria "Good Golly Miss Molly", versão CCR, que o Marineli cantava, óbvio. Curiosamente, essa última era á única na qual eu tocava baixo e o Barba guitarra (a formação que atualmente é a mais habitual no PLANO B). Nas outras três, eu tocava guitarra. Como a minha Gianini não era lá essas coisas, acabei pedindo emprestada a Epiphone do Junior (mas acho que nem usei no fim).
Tudo bem, mas onde gravar? Quem respondeu foi a Sibyle. Por coincidência, na mesma época, o então namorado da moça tinha acabado de gravar uma demo com sua banda, num estúdio lá em Pinheiros. Fomos lá conhecer. Era bem simples, a gravação era analógica, num daqueles gravadores de rolo. Mas tudo era muito bem organizado e o rapaz de lá parecia entender bem do assunto. Se não me engano, era Pardal o nome do sujeito (ou talvez algum outro nome de passarinho). Decidimos gravar lá mesmo. Acho que foi na volta dessa visita inicial ao estúdio que o carro do Barba bichou e tivemos que voltar nos revezando entre ir na "banguela" e ro carro, passando por locais tranquilos como avenida Brasil e 23 de Maio...
No dia marcado, nos encontramos todos e fizemos um pit stop antes ali no McDonald's da Henrique Schaumann com a Rebouças. Todo mundo animado e tal. Chegamos lá, montamos os equipamentos, o Pardal microfonou tudinho. E mandamos ver nos intrumentais das músicas, tudo ao vivo e sem voz guia. Acho que saiu tudo meio de prima, a única que eu tenho certeza que teve dois takes foi "Até Quando Esperar".
A essa altura, a cozinha estava dispensada, tinha encerrado sua parte. Então, eu e Ogro ficamos na boa, só esperando. Era a hora de colocar os vocais. Nesse momento, pudemos perceber pela primeira vez algo que já se ficou bem claro na banda: o Marineli tem muuuuuuito mais facilidade de gravar vocais que o Barba. Sei lá, o cara chega lá e canta. Apesar de o Barba, na minha modesta opinião, cantar melhor, chega na hora de gravar o bichinho trava. Não sei o que acontece. O Marinus fez o serviço de prima, o Leonardo precisou de vários takes. E ainda depois o Marineli gravou uns backing vocals em "Até Quando Esperar" (que, surpreendentemente, ficaram soando bem Samuel Rosa, lembro-me disso até hoje...). A Sibyle também teve um pouco de dificuldade pra cantar (também, as músicas que ela gravou exigiam muito mais técnica e tal), mas ainda assim ela se saiu bem melhor que o Barba.
O Pardal fez uma mixagem simples e pronto, a demo saiu do forno. Eu mesmo fiz um projetinho gráfico (coloquei na capa um close da Epiphone Les Paul do Marineli, com uns efeitos legais) e saímos com o material debaixo do braço, caçando shows.
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Em breve, o décimo-terceiro capítulo da saga.
P.S.: Este capítulo foi escrito ao som do MA-RA-VI-LHO-SO disco novo da Norah Jones, "Feels Like Home". Recomendasíssimo!!!! texto
Escrito por John às 11h10
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Tomorrow!
Aê, amanhã tem o mini-show do PLANO B no Willi Willie, em Moema. Ainda não estou ansioso, só amanhã mesmo é que vou ficar...
Ontem comprei cordas novas pro Mussum Ramone (meu baixo) e pretendo trocá-las hoje à noite. Aliás, a programação de amanhã é sair aqui do trampo, ir direto pro Willi Willie pra montar as coisas e passar o som. Depois queria ainda ir pra casa só pra tomar banho e trocar de roupa e voltar pro bar lá pelas 22h, que é o horário que eu tô falando pras pessoas chegarem...
Bom, espero que todos compareçam... 
Até! texto
Escrito por John às 11h02
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Exclusivo!!!!
Olha só, hein...
Leitor do blog tem vantagens exclusivas, melhor que o "Social Club" da MTV! Em primeiríssima mão, vou postar o repertório do mini-show do PLANO B na quinta-feira, dia 12/02, no Willi Willie:
01.Que País é Este? / 02.Pense e Dance / 03.Lugar Nenhum / 04.Killing in the Name / 05.Come Together / 06.Enter Sandman / 07.Síndrome de Tourette / 08.O Tempo Não Pára / 09.Better Man / 10.Jailbreak / 11.Somebody to Shove / 12.Beatriz / 13.Sexo!!! / 14.Pelado / 15.Pro Dia Nascer Feliz
Esse set list foi decidido durante o ensaio de ontem, no WS. Não deu pra gente cronometrar o tempo de apresentação, então acredito que uma ou outra música tenha que ser cortada na hora. Mas em princípio, é isso aí.
Logo depois do show, o Ogro já vai viajar e volta só no carnaval, então até lá o PLANO B estará de férias. Mas em março retornaremos com força total (e com muitos shows, espero!)
See ya! texto
Escrito por John às 11h38
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CAPÍTULO 11: Virgínia, a Última Parte da Trilogia
Na virada de 1998 pra 99, viajei pro sítio do Junior com uma galera: Junior + Juliana, Danilo + Cris e o saudoso Fernando + Mariângela. Apesar de eu ter ido "segurar vela", foi uma das viagens mais divertidas que eu já fiz. "Mas não tem nada não, tenho o meu violão..."
Amigos, cachaça, drogas leves, churrasco, piscina, pescaria no laguinho, história de espírito à noite, joguinhos de criança (concurso de mímica) e joguinhos de bêbado (moeda no copinho, quem acertar escolhe um pra virar uma dose de "jurupinga"...), fogos de artifício e uma ceia bizarra. Bom, a gente passou o dia inteiro fazendo os preparativos, então quando chegou o jantar, tava todo mundo verde de fome. A galera toda comendo, na maior concetração, quando alguém se lembra: "Opa, já passou da meia-noite, já é ano-novo..." Eba, todo mundo se levanta, se cumprimenta, senta de novo e volta a comer...
Durante essa viagem, brincando com o violão, acabei criando um riff. Depois, consegui fazer uma linha melódica bem simples sobre a base desse riff. De volta a São Paulo, mostrei pro Barba, que imediatamente já criou mais duas partes pra música (o Barba é assim mesmo, eu faço um comecinho e o cara já inventa 600 mil partes novas...).
Passei mais um tempinho com essa música parada. Um belo dia, decido que é hora de escrever a letra. Sento-me na frente do computador, com o violão no colo e uns fones de ouvido ligados no aparelho de som (uma musiquinha só pra inspirar, entrar no clima...). Eu na verdade já tinha mais ou menos todas as idéias na cabeça - ia ser mais uma daquelas minhas letras melancólicas.
Mas quis o destino que, numa troca de CD, eu sintonizasse sem querer numa estação de rádio que estava tocando "Let It Be", dos Beatles. Bom, essa música, a exemplo de "Hey Jude" é quase um hino de auto-ajuda... "When I find myself in times of trouble, Mother Mary comes to me, speaking words of wisdom: let it be, let it be..." Aquilo me fez pensar nas circunstâncias em que o riff da minha música havia sido criado. E que eu estava me tornando repetitivo nos meus lamentos. Daí resolvi escrever uma letra um pouco mais "ensolarada" que o habitual...
Já na introdução, a letra fala que eu preferia viver num filme de Capra, Frank Capra, o diretor de "A Felicidade Não Se Compra", uma das mais belas fábulas do cinema. A estrutura que se segue é simples: três estrofes falando sobre três assuntos diferentes, intercaladas por partes musicais diferentes (as que o Barba inventou), que servem como ponte. A primeira estrofe fala sobre mim, meus versos e minhas tristezas. A segunda fala sobre os amigos e a terceira sobre amor. Os versos são longos e procurei fazer as rimas na metade dos versos ao invés de no final.
Letra escrita, só faltava batizar a canção...
Não sei porque, mas me veio à cabeça o "Ciranda de Pedra", da Lígia Fagundes Telles. Achei que tinha a ver com a letra. A gente sempre tem aquela esperança quase infantil de que todos os nossos problemas se resolvam num passe de mágica, num dia só. Mas o mundo real é um pouco diferente... O final do livro é bem bonito: é um final feliz de verdade, de "carne e osso"... Os problemas da personagem principal não se resolvem de um dia pro outro; na verdade, eles não se resolvem, continuam lá, onde sempre estiveram. Mas mesmo assim, ela termina feliz. Ou, nos versos de Érika Martins, "vê como a vida está mais bela, só mudou sua forma de olhar..."
A personagem principal do livro se chama Virgínia... Aí foi irresistível... Já tinha "Beatriz" e "Berenice", eu bem que podia fechar uma trilogia de músicas batizadas com nomes de personagens da literatura (e por coincidência, nenhum dos nomes fazia parte da minha vida). Foi o que eu fiz...
O Barba gostou. Tanto que, anos mais tarde, quando o Ahimsa começou a gravar seu primeiro CD, "Virgínia" foi uma das eleitas. O arranjo ficou super bonito: voz, dois violões, baixo acústico e percussão (ou seja, super luau...). Ah, o baixo faz umas brincadeiras muito interessantes nessa faixa, algumas sugeridas por mim... Ele pára e volta em alguns pontos chaves, é bem legal.
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Em breve, o décimo-segundo capítulo da saga. texto
Escrito por John às 11h10
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